GRANJA - Localizada a cerca de 1000 m a poente de Monte Real, ao longo da estrada que liga esta Vila à Praia de Vieira de Leiria, está sobranceira ao vale do Lis que lhe fica a Norte.
Este topónimo era dado às quintas criadas e valorizadas pelos Monges de Cister.
Quando, em 1312, D. Dinis concedeu o foral ao Reguengo de Ulmar, nome porque são conhecidos todos os campos do vale do Lis a jusante de Leiria, encarregou Frei Martinho, Monge de Alcobaça, de mandar abrir valas de enxugo; as terras, depois de “sangradas”, foram doadas a colonos para as agricultarem.
Supõem-se que, precisamente, nesta localidade tenha sido instalada a sede de uma dessas explorações agrícolas.
Nesta localidade uma jazida de betume impregna as fendas dos calcários dolomíticos do Jurássico inferior e dos grés grosseiros do Cretácico. A primeira tentativa de exploração data de 1865.
BREJO – Localizado a Norte da Base Aérea N.º 5, confina com a Granja e com o Segodim.
Este topónimo deverá ter origem nos terrenos pantanosos e nos lamaçais que aqui se encontravam. Ainda hoje várias linhas de água permanentes atravessam esta localidade.
Nos terrenos que lhe ficam a Poente e a Sul desenvolveu-se um horizonte ferro-húmico, conhecido na região por surraipa, correspondente ao horizonte B dos solos podzólicos, tornando os solos impermeáveis dá origem ao aparecimento de água à superfície. A surraipa foi utilizada como material de construção, ainda hoje podemos ver muros e casas antigas construídas com este material.
Bibliografia
ANDRÉ, José Nunes & Cordeiro, Maria de Fátima (2002) – Evolução do Troço Terminal do Rio Lis. Territorium, revista de Geografia Física aplicada no ordenamento do território e gestão de riscos naturais, Minerva, Coimbra, pp 123-134.
ANDRÉ, José Nunes; Rebelo, Fernando & Cunha, Pedro Proença (2001) – Morfologia dunar e movimentação de areias entre a lagoa da Ervedeira e o limite sul da Mata Nacional de Leiria. Territorium, revista de Geografia Física aplicada no ordenamento do território e gestão de riscos naturais, Minerva, Coimbra, pp 51-68.
VERBO – Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura (1969), volume 9, pp 927.
Carta Geológica de Portugal e respectiva notícia explicativa (1978) – Serviços Geológicos de Portugal, folha n.º 23-A, escala 1/50 000.
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